Localizada no Norte do Paraná, Londrina é resultado de um combinação providencial de diversos fatores. A terra é uma das mais férteis do mundo e foi dela que surgiu o título conferido a Londrina de capital mundial do café. A localização é estratégica: no extremo norte da região Sul do País, está muito próxima do Sudeste e do Centro-Oeste brasileiros. Londrina também teve uma colonização única, realizada pela companhia britânica Paraná Plantations, que deu origem a mais de duas dezenas de municípios no eixo Norte-Noroeste do Estado. O modelo fundiário foi baseado no minifúndio e os colonizadores vieram dos quatro cantos do mundo.
Londrina é isso. Um município novo, criado em 1934 (quando o mundo percebia que a segunda Grande Guerra começava a se aproximar), que cresceu rapidamente e hoje é a terceira maior cidade do Sul do País, com 505 mil habitantes e uma área de influência com cerca de 4,5 milhões de pessoas.
A população é formada por descendentes de japoneses, italianos, alemães, portugueses, árabes, espanhóis, paulistas, mineiros, baianos, nordestinos... Uma mistura saudável, que resultou num cidadão – o londrinense – empreendedor, receptivo, articulado e crítico.
O município é hoje um importante centro universitário, com instituições de reconhecimento nacional; um núcleo de excelência na área de saúde, em especial da medicina; um grande pólo de pesquisas do setor agroalimentar, com a Embrapa-Soja conferindo à cidade o título capital internacional da tecnologia da soja. Londrina tem também uma produção cultural expressiva, com festivais de teatro e música de abrangência nacional e internacional.
O comércio é amplo e atrai investimentos de grupos nacionais e estrangeiros, que tornam o município um endereço certo para consumidores de mais de uma centena de municípios do Paraná, interior de São Paulo e Mato Grosso do Sul. Os segmentos de shopping centers e de grandes estruturas supermercadistas estão entre os que mais crescem em Londrina.
Londrina é, portanto, uma cidade muito jovem (suas sete décadas de existência representam muito pouco diante a cronologia histórica dos grandes aglomerados humanos) que está sempre pronta para crescer. E sempre com os braços abertos.