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Londrina

Cidade de braços abertos

Nascida de um projeto de colonização baseado em minifúndios, Londrina saltou da condição de sertão para a de um grande centro em poucas décadas. Hoje é a terceira maior cidade do Sul do País

Lago Igapó 2 - Por do sol - Foto Josoé de Carvalho - ACIL

Lago Igapó 2 - Por do sol - Foto Josoé de Carvalho - ACIL

  • Lago Igapó 2 - Por do sol - Foto Josoé de Carvalho - ACIL
  • Esquina das avenidas JK e Higienópolis - Arquivo - ACIL
  • Lago - prédios - Foto Josoé de Carvalho - ACIL
  • Terra vermelha de orgulho - Foto Josoé de Carvalho - ACIL
  • Panorâmica de Londrina - Centro - Foto Josoé de Carvalho - ACIL

Localizada no Norte do Paraná, Londrina é resultado de um combinação providencial de diversos fatores. A terra é uma das mais férteis do mundo e foi dela que surgiu o título conferido a Londrina de capital mundial do café. A localização é estratégica: no extremo norte da região Sul do País, está muito próxima do Sudeste e do Centro-Oeste brasileiros. Londrina também teve uma colonização única, realizada pela companhia britânica Paraná Plantations, que deu origem a mais de duas dezenas de municípios no eixo Norte-Noroeste do Estado. O modelo fundiário foi baseado no minifúndio e os colonizadores vieram dos quatro cantos do mundo.

Londrina é isso. Um município novo, criado em 1934 (quando o mundo percebia que a segunda Grande Guerra começava a se aproximar), que cresceu rapidamente e hoje é a terceira maior cidade do Sul do País, com 505 mil habitantes e uma área de influência com cerca de 4,5 milhões de pessoas.

A população é formada por descendentes de japoneses, italianos, alemães, portugueses, árabes, espanhóis, paulistas, mineiros, baianos, nordestinos... Uma mistura saudável, que resultou num cidadão – o londrinense – empreendedor, receptivo, articulado e crítico.

O município é hoje um importante centro universitário, com instituições de reconhecimento nacional; um núcleo de excelência na área de saúde, em especial da medicina; um grande pólo de pesquisas do setor agroalimentar, com a Embrapa-Soja conferindo à cidade o título capital internacional da tecnologia da soja. Londrina tem também uma produção cultural expressiva, com festivais de teatro e música de abrangência nacional e internacional.

O comércio é amplo e atrai investimentos de grupos nacionais e estrangeiros, que tornam o município um endereço certo para consumidores de mais de uma centena de municípios do Paraná, interior de São Paulo e Mato Grosso do Sul. Os segmentos de shopping centers e de grandes estruturas supermercadistas estão entre os que mais crescem em Londrina.

Londrina é, portanto, uma cidade muito jovem (suas sete décadas de existência representam muito pouco diante a cronologia histórica dos grandes aglomerados humanos) que está sempre pronta para crescer. E sempre com os braços abertos.

  • Londrina!
  • Cidade de braços abertos
  • A todos os filhos do nosso Brasil!
  • E a todos aqueles de Pátria distantes,
  • Que aqui confiantes
  • Sob um pálio anil,
  • Seu lar construíram e aos filhos se uniram,
  • E aos filhos se uniram do nosso Brasil!

Primeira estrofe do Hino de Londrina, que tem

letra de Francisco Pereira Almeida Jr e música de Andrea Nuzzi