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Ano 6 - Numero 96 - Junho 2010

Identidade Visual
Londrina inspira nova logo da ACIL
Identidade visual da Entidade agrega referências londrinenses na silhueta das letras com a cor da terra em quadrados vermelhos
A ACIL tem uma nova identidade visual. Após 73 anos usando como marca o brasão inspirado no Mercúrio, o deus do comércio, a entidade adotou uma nova marca, com uma linguagem moderna, forte e com múltiplas significações. O lançamento, feito no dia 15 deste mês, foi precedido de uma campanha inédita de outdoors e contou um caderno explicativo encartado nos dois jornais diários locais.
A nova linguagem adotada converge para uma comunicação que identifica a Entidade e a Cidade. O empresário Flávio Balan, diretor da ACIL e um dos responsáveis pela mudança, afirma que o resultado apresentado é fruto de muita pesquisa e amadurecimento. Ele afirma ter chegado um momento em que o brasão utilizado como logomarca já não transmitia o sentido real das atribuições da entidade. "Com a velocidade da comunicação, cada vez mais se percebeu a dificuldade de identificação imediata do brasão com os objetivos da ACIL de oferecer serviços com tecnologia e processos atualizados", diz.
Foram adotados critérios técnicos para respeitar toda a bagagem histórica da ACIL e, ao mesmo tempo, revelar através de uma marca o seu comprometimento com o presente e com o futuro. Para isso, foram selecionados agências de publicidade e estúdios de design especializados na criação de marcas. O Studio Pack, de Londrina, foi eleito para a missão.
Para o designer Paulo Ramos Neto, do Studio Pack, era fundamental quebrar o paradigma da imagem clássica do brasão, mas manter a referência de tradição, seriedade e segurança que a ACIL evoca. "Nesse sentido, trabalhamos para que a nova marca remetesse visualmente que a ACIL é a Associação Comercial e Industrial de Londrina, e não de outro local do Paraná ou do Brasil. Várias associações comerciais e industriais espalhadas pelo País adotam a mesma sigla e, com isso, as logomarcas acabam ficando muito semelhantes, não só pelas letras, mas também na forma e nas cores. O que fizemos foi fugir disso."
Foram pesquisados os principais referenciais e os ícones que identificam diretamente a Cidade e chegou-se à Catedral, ao Edifício América e seu grande relógio e à Concha Acústica. Também entraram como referências a fachada do Museu Histórico de Londrina e a cobertura da Rodoviária da Cidade.
O Edifício América e o Relojão compõem um dos maiores símbolos do desenvolvimento econômico de Londrina e do Norte do Paraná. Pelas corretoras de café instaladas no prédio passou a maior parte da riqueza gerada pelos pioneiros nas lavouras da região. O edifício ajudou a transformar Londrina na Capital Mundial do Café, porque concentrava uma parcela expressiva do produto comercializado em todo o planeta. Aliás, ainda hoje há corretoras em atividade no prédio que comercializam a produção de outras regiões.
As duas estruturas estão representadas na logomarca no arranjo montado com as letras I e L, no qual o vazio entre elas forma o corpo do prédio e o quadrado vermelho complementa o quadro, formando o relógio.
A Concha Acústica foi e é palco de manifestações culturais, de integração e perpetuação de costumes e tradições dos diversos povos que aqui se instalaram a partir da década de 1930, quando o pequeno lugarejo era apenas ponto de partida para pioneiros e desbravadores que começam vida nova na região. Muitos acabaram ficando e ajudaram a transformar o vilarejo na terceira maior cidade do Sul do País. O formato de semicírculo da Concha está representada na marca pela letra C, que tem também influência da forma da cobertura da Rodoviária de Londrina.
A letra A da palavra ACIL remete a dois ícones de grande importância para o município, a Catedral e o Museu Histórico. Suas coberturas, vistas de frente, formam a parte externa do A; um quadrado vermelho conclui a letra, representando as portas principais das duas grandes estruturas.
A tipografia, ou seja, o formato das letras, também teria que ser moderna. Foi escolhida uma tipografia limpa e na nova marca as letras da palavra ACIL formam uma linha sobre uma base retangular e dão a ideia de continuidade, de solidez. "O retângulo passa uma visão de sustentação", esclarece Neto.
Outras técnicas baseadas no modo ocidental de raciocinar foram levadas em conta, como permitir uma identificação fácil da esquerda para a direita e de baixo para cima. "Com base na Gestalt e na Psicologia das Cores, todo o processo de criação levou a uma marca positiva, pra cima", destaca o designer Paulo Ramos.
Flávio Balan acrescenta que era preciso que a marca fosse mais comercial, "porque a entidade também deve marcar presença mais forte do ponto de vista do marketing, de mercado". A ACIL participa de vários eventos como apoiadora, organizadora, parceira, enfim, divide espaço com outras instituições, o que exige uma marca de destaque.
Quanto às cores, o preto foi escolhido por ser uma cor forte, que remete à sobriedade, à tradição que se procurou manter na marca. Já o vermelho lembra Londrina e sua terra, mas também evoca as relações de troca, de energia, de rapidez e eficiência, conceitos ligados ao comércio e à prestação de serviços. Os cubos vermelhos ajudarão a identificador a presença da ACIL em eventos e campanhas.
"A marca é minimalista, com seus traços retos e cores harmônicas", resume Neto. "Ela transmite o equilíbrio entre a solidez e a ousadia", reforça o gerente de Comunicação da ACIL, Roberto Francisco, que coordenou os trabalhos que resultaram na nova marca. "A proposta da entidade para uma nova logomarca era, essencialmente, equilibrar a força e a solidez da Associação, seu perfil atual, moderno, e ainda ser bonita e eficiente. Esse desafio foi cumprido de uma forma muito feliz", acrescenta Francisco.
Para o presidente da ACIL, Marcelo Cassa, a atualização da logomarca é uma forma concreta de transmitir para a sociedade londrinense que a ACIL está atenta às mudanças não só no que diz respeito ao meio empresarial, mas à Cidade como um todo. O vicepresidente, Nivaldo Benvenho, observa que a nova marca tem o objetivo de mostrar o que a entidade é hoje, sem perder a carga de envolvimento que tem com a Cidade. Benvenho reforça a figura dos cubos vermelhos da nova marca. "O cubo é uma forma praticamente perfeita, são seis lados iguais representando uniformidade, união, precisão, exatamente as bases da história da ACIL". Ele lembra que o vermelho também lembra o sangue, no sentido de etnia, a origem de mais de 42 nacionalidades diferentes que estavam em Londrina já em seus primeiros anos como município.
Cassa explica que o brasão será reservado a documentos históricos. "Era preciso que a nova marca fosse, inclusive, mais comercial, mais identificável, mais forte no cotidiano e de fácil visualização, mesmo em impressões muito reduzidas, o que não acontece com o brasão. Mas seu valor é inestimável para a memória da ACIL", diz Cassa.
Aplicação - Toda a papelaria da ACIL já tem a nova marca, como envelopes, documentos timbrados. O plano de fundo tem uma textura formada por muitos pequenos pontos, que representam os associados, o conjunto, a força e a união que existe em volta da Associação. Outros materiais oficiais, assim como peças de mídia impressa, de televisão, adesivos, banners e outros também terão a nova imagem. Os espaços internos da entidade ganharam identificação nova.
O Portal ACIL sofreu uma ampla reformulação e agora obedece à linguagem visual da entidade. As cores do site foram trocadas e agora prevalecem o branco, o preto e o vermelho. O Jornal da ACIL também já exibe a logomarca, assim como outros projetos e serviços que integram a família ACIL, como o Projeto Empreender, Conselho da Mulher Empresária, Programa de Aperfeiçoamento Empresarial (PAE) e o Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC) e o Fácil, que reúne os demais serviços de proteção ao crédito da entidade.
A evolução da linguagem
A marca apresentada pela ACIL no dia 15 deste mês é, na prática, a quarta forma de identificação visual da ACIL – três marcas gráficas e uma simbólica. Duas delas, o brasão circular e a estátua de Mercúrio, o deus do comércio, conviveram por várias décadas e são aparentadas. Na verdade, a estátua, que sempre chamou a atenção pelo nu do homenageado, teve sucesso como símbolo no período em que ocupava o lugar mais alto do prédio da Associação Comercial, demolido no início da década de 1970 para dar lugar ao atual Palácio do Comércio.
O brasão é inspirado na figura de Mercúrio, representado pelo caduceu com suas pequenas asas e contornado por duas serpentes. Ele era o símbolo oficial da entidade; já a estátua era mais conhecida principalmente pelas suas características físicas e pela maior exposição. Depois de tirada da antiga sede da ACIL, ficou por anos longe da entidade e hoje ocupa um espaço tímido no imaginário do londrinense.
A partir da década de 1990, com a ampliação das atividades de comunicação da ACIL, o brasão passou a ser usado com mais frequência. Constatou-se, ao longo dos anos, que colocado ao lado de outras marcas o brasão tinha pouco poder de comunicação, não permitia identificar a entidade, porque a leitura era difícil. Outro ponto importante: o mesmo caduceu é usado para representar outras profissões, como contabilidade e medicina.
Foi aí que surgiu uma terceira representação. Cerca de dez anos atrás, adotou-se a palavra ACIL como destaque, com o brasão reduzido no lado esquerdo e o nome completo da entidade fazendo a base do conjunto. Foi uma solução adaptada, ela continuou em preto e as letras usadas mantinham a mesma linguagem.
Foi aí que surgiu uma terceira representação. Cerca de dez anos atrás, adotou-se a palavra ACIL como destaque, com o brasão reduzido no lado esquerdo e o nome completo da entidade fazendo a base do conjunto. Foi uma solução adaptada, ela continuou em preto e as letras usadas mantinham a mesma linguagem.



