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Ano 6 - Numero 96 - Junho 2010

Editorial
O que ganhamos na ACIL
A cada dois anos, na virada do primeiro para o segundo semestre, a ACIL dá posse a uma nova Diretoria. Esta edição do Jornal da ACIL marca essa mudança, que obedece as normas estatutárias da entidade e também à tradição que vem sendo perpetrada há muitos anos pelas diretorias da Associação: não há reeleição e não há política partidária envolvida.
Esses dois aspectos são extremamente importantes quando se tem a oportunidade de analisar qualquer gestão de uma entidade como a ACIL. Esses são os pilares do que chamamos de associativismo autêntico, aquele construído sobre a certeza de que interesses particulares e partidários são incompatíveis com o papel da entidade.
Estamos, portanto, num bom momento para essa análise. Nos últimos anos, em muitas situações em que se colocou à frente de questões polêmicas, a ACIL foi alvo de sugestões maldosas de que estaria se ligando a um ou a outro político. Com isso, esses críticos pretendiam atacar a autenticidade das reivindicações ou posições e reduzir a representatividade da Associação.
A postura linear e independente da ACIL durante todos esses anos comprova, sem margem de dúvida, que a entidade não tem partido, não tem candidato, não tem preferência política. Os atos da Associação, se observados com atenção, não deixam dúvida disso. Tanto que a ACIL está trabalhando para unir os deputados federais e estaduais de Londrina em torno de questões comuns, como é a luta para manter na região o ramal da Ferrosul, que foi desviado para o Noroeste do Estado. Os parlamentares têm respondido prontamente aos convites feitos pela entidade, o que vem resultando em avanços. A Associação também está formatando uma campanha voltada para as eleições deste ano. Ela pede que os moradores da região votem nos candidatos do Norte do Paraná, independente de partido político, e não em nomes de outras regiões, como ocorre em número expressivo. Com mais candidatos eleitos – repito: independente de qual partido eles sejam –, a sociedade terá condições de reivindicar, propor, criticar, cobrar. Essa é lógica da representação com participação.
Para o cidadão, política não pode ser só o ato de votar; ele deve também participar.
Faço todas essas considerações porque sinto, ao encerrar meu período como presidente, que a autenticidade e a independência da entidade estão mantidas e reafirmadas. Se esses pilares não estiverem sólidos, todo o trabalho que venha a ser feito está sob risco permanente.
Fazer parte ou estar à frente desse cenário é uma experiência enriquecedora, um aprendizado diário que poucas situações oferecem. Pensar o todo, o conjunto, o coletivo, é sempre mais difícil que pensar o particular, mas o que se ganha com isso é igualmente multiplicado. Se considerarmos a multiplicidade das atividades da ACIL, poderemos perceber o quanto se pode aprender na entidade.
Sempre que uma conquista importante é obtida – elas são muitas –, tanto seu presidente quanto os integrantes da Diretoria têm também a certeza de que conseguiram cumprir seu papel como integrantes da Associação e como cidadãos. E o fazem conscientes de que não serão galgados a cargos políticos ou figuras populares. Chegam à entidade, participam com ideias, conhecimentos, valores e com seu senso crítico, e a seu tempo voltam para suas empresas, para o cotidiano de suas vidas. Mas voltam com a maior de todas as remunerações que um empresário pode ter numa entidade como a ACIL, o conhecimento, que é formado essencialmente pelos relacionamentos, pelas iniciativas bem sucedidas e pela aquisição de um novo nível cultural empresarial. Essa é a verdadeira "vantagem".
Por isso, na condição de quem deixa a presidência após dois anos, me sinto absolutamente à vontade para defender a entidade e convidar os empresários de Londrina, independente de qual setor seja, a se filiar. E para que, uma vez filiados, aceitem o desafio de compor, quando houver oportunidade, a Diretoria ou seus conselhos. Exerça dentro da ACIL seu senso crítico, suas ideias e soluções! A remuneração verdadeira está garantida.
