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Ano 6 - Numero 95 - Maio 2010

Editorial
É hora de evoluir
Maio deixará para o comércio de Londrina um indicativo importantíssimo, dentro de um tema que interessa a toda a economia da Cidade. Foi no dia – mais precisamente na tarde de – 15 de maio que o consumidor demonstrou que a discussão sobre a readequação dos horários do comércio em Londrina precisa ser tratada com responsabilidade e posições firmes.
A tarde do dia 15 representou para as lojas da Cidade praticamente o mesmo volume de vendas que o período da manhã (das 9h às 13 horas). Ou seja, a manutenção das lojas abertas até 18 horas dobrou as vendas em relação a um sábado normal. Esse desempenho foi atestado pelas consultas ao SCPC – Serviço Central de Proteção ao Crédito da ACIL e outros serviços que servem como aferidores do número de operações de vendas. São, portanto, dados incontestáveis, que falam mais alto do que qualquer argumento conceitual que possa ser feito.
A ACIL sugeriu às empresas que abrissem até as 18 horas, levando em conta que se tratava do segundo sábado útil do mês. Os dois sábados representam uma conquista importante e perder o dia 15 traria um grande prejuízo, conforme foi comprovado pelas consultas aos serviços de crédito. Sugerir que as lojas adotassem o horário ampliado nos demais sábados, na avaliação da ACIL, seria afrontar o Código de Posturas, única lei que realmente regula os horários de funcionamentos de todas as empresas da Cidade.
A mesma tarde de 15 de maio, por seu grande fluxo de pessoas no comércio, suscitou a realização de uma enquete, que permaneceu cinco dias no site da TV Coroados. E o resultado foi 66% do público favorável e 34% contrário ao funcionamento das lojas todos os sábados à tarde. A opinião dos cidadãos expressa pela enquete – que tem como perfil a votação espontânea – se soma ao que indicaram os dados do SCPC para mostrar que algo precisa ser feito para tirar o comércio de Londrina das amarras de um modelo que tem mais de 50 anos.
Esse é o melhor momento para virar essa página.
E a Câmara dos Vereadores terá a oportunidade de concretizar essa mudança e colocar a Cidade numa condição de modernidade e competitividade. Em breve, chegará à Câmara o resultado de um trabalho que durou mais de cinco anos e resultou no projeto do novo Plano Diretor, do qual o Código de Posturas faz parte. Foram várias reuniões das câmaras técnicas, audiências e estudos envolvendo profissionais, autoridades, técnicos e cidadãos de variados perfis.
A parte do Código de Posturas que trata dos horários de funcionamento das empresas foi amplamente discutida e o texto final propõe avanços importantes, que nasceram da opinião de pessoas de várias áreas da comunidade. Isso evidencia, na opinião da ACIL, a vontade clara que o londrinense tem de inserir no Código uma maior liberdade para as empresas trabalharem. Todas as tentativas de manter o modelo atual de horários foram rechaçadas pelos participantes da audiência pública que finalizou o projeto.
O Código de Posturas é, como dissemos, o regulador das normas dos horários das empresas, ele é a lei que diz quando elas podem abrir e quando elas devem fechar. As mudanças previstas no projeto do novo Código são, portanto, o instrumento capaz de remover um obstáculo histórico que vem prejudicando as atividades comerciais em Londrina. À Câmara cabe, portanto, concretizar esse avanço, esse salto que a Cidade precisa dar no tempo e que chega até os vereadores com a assinatura da comunidade e de órgãos técnicos. Quando o novo Código contendo essas mudanças for público e virar lei, finalmente o horário do comércio deixará de ser definido em negociações entre os sindicatos Patronal e dos Trabalhadores do Comércio. Às organizações sindicais cabe a definição de questões trabalhistas e não quando as empresas devem abrir e fechar.
As empresas de Londrina querem – e precisam – trabalhar.
E a Cidade quer que as empresas trabalhem.
