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Ano 6 - Numero 92 - Fevereiro 2010

Editorial
Em favor da produção
Duas informações divulgadas recentemente por entidades empresariais federativas merecem ser destacadas pelos londrinenses. Elas tratam dos investimentos que serão feitos no município pelas federações da Indústria (Fiep) e do Comércio (Fecomércio) do Paraná. Ambos têm como base a ampliação do ensino profissionalizante no município, uma antiga e recorrente reivindicação dos setores produtivos. Conforme mostra reportagem desta edição do Jornal da ACIL, serão R$ 24 milhões em investimentos com início imediato, restando apenas detalhes de caráter administrativo. Londrina vem somando ótimos resultados em termos de crescimento econômico e de desempenho comercial, industrial e do setor de serviços. O município caminha para um desenvolvimento sustentável e, para isso, não pode prescindir do ensino técnico, aquele focado no mercado de trabalho e sintonizado com a demanda das empresas. Uma estrutura de ensino profissional maior e mais atual será vital para o processo que Londrina está consolidando para seu crescimento futuro, criando os fundamentos para a sustentabilidade que queremos atingir. Há uma relação direta entre retomada do crescimento econômico e busca por mão-de-obra. E também entre a oferta de mão-de-obra e a produção das empresas. A indústria é o grande termômetro desse movimento. Quando a cadeia econômica começa a se movimentar, é a indústria que recebe os sinais dos atacadistas e do varejo para aumentar o fornecimento. Nessa hora, uma região que tenha mão-deobra qualificada suficiente está muito à frente daquelas onde há escassez.
Sem contar que as indústrias costumam ter como condição elementar para escolher uma região onde se instalar a capacidade de o mercado atender suas necessidades, imediatas ou não, de força de trabalho. A ampliação da estrutura de ensino profissional em Londrina, pela FIEP e pela Fecomércio, se encaixa como uma das peças no mosaico de condições necessárias para o desenvolvimento sustentável da Cidade e da região. Há outras necessidades com relação à qualificação do trabalho, mas trata-se de um avanço que devemos saber identificar e valorizar. Outro ponto importante é o papel que as empresas devem ter num período com o que podemos vislumbrar pela frente. As projeções são, até onde se pode traduzir, são positivas para a atividade econômica. Ou seja, depois de um ano e alguns meses de crise, temos indicadores de recuperação e crescimento. Os resultados observados desde o final do ano passado falam nesse sentido. Mas ainda há uma certa reserva, que pode ser considerada justificável. O que não podemos, porém, é deixar de trabalhar agora para o que deverá vir daqui a seis meses, um ano, um ano e meio. Se a previsões otimistas estiverem certas, a velocidade das respostas positivas do mercado será alta. Será preciso estarmos prontos. A mão-de-obra qualificada, estratégias de ampliação ou abertura de mercados, aprimoramento gerencial, mercado internacional, diálogo amplo, parcerias. O dicionário do futuro próximo contém palavras simples. E atitudes firmes. Boas notícias nós temos no curto, no médio e no longo prazo. Agora precisamos transformá-las em realidades positivas.
