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Ano 6 - Numero 91 - Janeiro 2010

Jornal da ACIL
Conceito de condomínio industrial chega a Londrina

Angelo Favoreto quer oferecer equipamentos e estrutura para que o empresário concentre esforços e dinheiro na produção

União

Conceito de condomínio industrial chega a Londrina

Princípio do rateio das despesas, utilização de áreas comuns, portaria única e moderno sistema de gestão atrai o interesse das empresas

Jaime Kaster
Especial para a ACIL

O conceito de condomínio industrial vem ganhando força no meio empresarial e está prestes a se tornar uma realidade em Londrina. Na prática, ele se caracteriza pela reunião de várias empresas de porte semelhante em um mesmo parque industrial, só que dentro de espaço murado. Dessa forma, todos os equipamentos comuns são de uso coletivo, tais como: área de estacionamento, refeitório, restaurante, salas de convenções e eventos, creche, vestiários, área de lazer e espaços esportivos.

Fora esses atributos, um condomínio ainda oferece a vantagem de se dividir uma portaria unificada, por onde passam todos os veículos de carga e descarga e por onde entram todos os funcionários, fornecedores e clientes de cada organização. “Com esse novo conceito, o empresário não precisa mais se preocupar com portaria, com o vigia, com problemas na cerca elétrica ou com a construção de espaços de apoio para os funcionários, tais como refeitório, área de descanso e outros equipamentos, pois eles estão todos contemplados na área comum”, afirma o engenheiro Mário Vituri, autor do projeto orçamentário e do planejamento de um condomínio que será erguido a partir deste ano em Ibiporã.

Sonho? Não mais. Os primeiros condomínios industriais já estão chegando à região. Além de Ibiporã, em fase final de aprovação, será lançado um em Londrina em uma área de fácil acesso rodoviário. O espaço contará com área de 6 alqueires (150 mil m2) para serem divididos entre novas empresas que viriam atraídas pela modernidade da proposta e pelas vantagens que o empreendimento promete oferecer.

A iniciativa de lançar o primeiro condomínio do gênero na Cidade é da Favoreto Empreendimentos Imobiliários, incorporadora do Ecovillas do Lago, localizado na divisa entre Londrina e Sertanópolis.

O diretor Ângelo Favoreto antecipou que a negociação do terreno já foi feita e que a efetivação da obra agora depende de aprovação do projeto no Instituto Ambiental do Paraná (IAP). “Essa parte legal demora um pouco, pois precisamos respeitar áreas de manancial e teremos, por exemplo, que construir uma estação elevatória para o bombeamento de esgoto do condomínio”, citou o empresário, lembrando que em âmbito municipal, os estudos já passaram por avaliação do Ippul, da Secretaria de Obras e do Instituto de Desenvolvimento de Londrina (IDEL, ex-Codel). Na esfera estadual, passou também pela Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (SEMA).

Favoreto não quis informar a localização do terreno, porém, adiantou que fica às margens de eixo rodoviário, em local de fácil acesso para os caminhões entrarem e saírem de Londrina. “Rodei bastante à procura de uma área e, na minha opinião, esse é o melhor terreno da Cidade. A localização é um ponto primordial para um empreendimento desse porte dar certo.

Conheci cinco condomínios em Curitiba e observei que têm essa característica (fácil acesso), principalmente um próximo ao Aeroporto Afonso Pena. Ele tem acesso privilegiado por rodovia e o terminal de cargas próximo”, relatou.

Pelo projeto, o condomínio de Londrina terá 80 mil m2 de área construída, sendo 75 mil m2 destinados aos barracões e 5 mil m2 às áreas comunitárias (refeitório, área de convivência para os funcionários, quadra de esportes, auditório para treinamento e postos bancários).

Outra proposta é construir uma única balança para pesagem dos caminhões de todas as empresas, pagandose uma taxa pela utilização do serviço avulso. “Isso representa uma grande economia. Imagine cada indústria tendo que ter um balanção, que é um equipamento caro”, comenta Favoreto.

Na mesma linha de pensamento, o Angelo Favoreto quer oferecer equipamentos e estrutura para que o empresário condomínio quer oferecer máquinas que sejam de uso comum, tais como empilhadeiras e esteiras, e alugar aos condôminos por hora de uso. “Uma empilhadeira, por exemplo, custa aproximadamente R$ 80 mil. Já pensou uma empresa ter que comprar uma para acabar usando poucas vezes na semana? E além disso ter que ter um operador treinado? Nossa ideia é oferecer tudo isso e deixar que o empresário concentre seus esforços e o seu dinheiro somente naquilo que é o seu objetivo central: a produção”, afirma Favoreto.

O empreendedor deixa claro que se trata de uma iniciativa particular e que a construtora entregará toda a infraestrutura (acessos, muros, sistema de segurança, redes de luz, água e esgoto, calçamento, estacionamentos, área social e arborização) e também construirá todos os barracões, em tamanho modulado (a partir de 600 m2).

Por esse motivo, os barracões seriam alugados às empresas.

Perguntado sobre a questão, Favoreto garante que a locação é uma vantagem para o empresário já que não terá que desembolsar valor com aquisição de terreno e construções. “É um atrativo principalmente para indústrias que estejam procurando local para se instalar em Londrina e que não perderiam tanto tempo como perdem com os trâmites legais até conseguirem a aprovação final do projeto”, observa.

Perguntado sobre a questão, Favoreto garante que a locação é uma vantagem para o empresário já que não terá que desembolsar valor com aquisição de terreno e construções. “É um atrativo principalmente para indústrias que estejam procurando local para se instalar em Londrina e que não perderiam tanto tempo como perdem com os trâmites legais até conseguirem a aprovação final do projeto”, observa.

Empreendimento prioriza conceitos ambientais

A engenheira civil e arquiteta Luzia Favoreto e os engenheiros Mario Vituri e Gilberto Storti estão envolvidos desde o início de 2009 com o projeto do Condomínio Empresarial de Ibiporã, idealizado por empresários e pela prefeitura local, que se baseou em experiências anteriores em Barueri (SP), São José dos Pinhais e Itajaí (SC).

O empreendimento utilizará uma área de 159 mil m2 (6,6 alqueires), próxima à divisa com Londrina, que abrigará 23 empresas de diferentes segmentos. A área social projetada pelos engenheiros para os equipamentos de uso comum terá 3.750 m2. Neste espaço haverá área de treinamento, três salões de múltiplo uso, cozinha industrial, restaurante, quadras esportivas e campo de futebol, entre outros itens. “São equipamentos que dispensam o empresário de ter que dispor de espaço dentro do seu terreno para isso, como ocorre nas demais indústrias”, afirmam os engenheiros.

De acordo com Luzia Favoreto, o projeto privilegia não só a segurança, mas segue conceitos “ecologicamente corretos e socialmente responsáveis”. Entre os processos construtivos ambientais ela relaciona: áreas de estacionamento permeáveis para se permitir infiltração da água no solo; economia na iluminação, com as luminárias colocadas sobre as ruas e não nas calçadas para não competirem com a sombra das árvores; arborização com espécies que minimizem a poluição local; equipamentos hidráulicos de baixo consumo; sistema de aproveitamento da água da chuva nos barracões para que possa ser reutilizada para limpeza; orientação aos empresários para que utilizarem telhas translúcidas e aproveitarem ao máximo a iluminação natural.

“É um empreendimento totalmente inovador e que, por seguir normas ambientais rígidas (por estar próximo de uma área de preservação), valorizará a imagem das empresas ali instaladas”, afirma Rogério Chineze, um dos empresários do grupo. (J.K.)

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