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Ano 6 - Numero 90 - Dezembro 2009

Jornal da ACIL
2010, o ano da transição

Eduardo Murarolli, sócio da mulher, desde o início de dezembro, numa loja de confecções na avenida Saul Elkind

  • Eduardo Murarolli, sócio da mulher, desde o início de dezembro, numa loja de confecções na avenida Saul Elkind
  • Inacir Huber, proprietário de uma loja de aviamentos para confecção
no Centro
  • Lucinalva Isabel Jesoíno, dona de uma loja de R$ 1,99
  • Benedito Aparecido Gomes, produtor de mandioca no patrimônio Três Bocas
  • Gilberto Ghilhen, comerciante na avenida Saul Elkind e no Centro
  • Ângelo Pamplona da Costa, dono de uma lanchonete na rua Sergipe
Perspectivas

2010, o ano da transição

Empresários de Londrina ouvidos pelo Jornal da ACIL dão nota baixa para 2009, um ano cheio de incertezas e variáveis negativas. Mas para o ano que começa, a expectativas são muito melhores. Para os entrevistados, 2010 começa com nota alta. Confira o que disseram os empresários.

Ângelo Pamplona da Costa, dono de uma lanchonete na rua Sergipe:

“2009 trouxe a crise, muita chuva, a gripe suína, que fez com que muitas clientes grávidas pegassem licença e deixassem de almoçar aqui, assim como muita gente ficou com receio de locais fechados, e aqui no Brasil a greve dos bancos também atrapalhou muito o comércio. Tudo isso reduziu a movimentação no setor gastronômico. Para 2010 espero que a crise acabe, que as pesquisas descubram uma vacina eficiente para a gripe e que não aconteçam mais greves nos bancos, porque tudo gira em função de movimentação bancária e nosso negócio depende disso. A gente sempre renova as esperanças a cada novo ano e desta vez não é diferente”.


Eduardo Murarolli, sócio da mulher, desde o início de dezembro, numa loja de confecções na avenida Saul Elkind:

“Minha esposa já atuava no ramo do comércio e decidimos investir na loja de roupas. 2009 foi difícil, especialmente o início, mas agora o mercado mostra reação e o governo federal ajudou com a medida de isenção de impostos, ainda que temporária. Esperamos que tudo melhore, inclusive esperamos uma boa resposta aqui na Região Norte de Londrina. Que 2010 seja um ano de renovação para todos!”.


Inacir Huber, proprietário de uma loja de aviamentos para confecção no Centro:

“As roupas importadas da China são mais baratas, apesar da qualidade não ser a mesma, mas o preço é o primeiro atrativo para o consumidor, e essa situação leva a uma concorrência desleal. O Paraguai também é um risco, assim como as vendas informais. Sei que a ACIL está atenta a esses problemas, mas o governo federal precisa trancar as portas para práticas que colocam em risco o equilíbrio dos negócios internos. Apesar disso tenho uma boa perspectiva para 2010. Acredito que a crise financeira mundial está no fim, quem tinha que se ajustar, se ajustou. Com a crise eu aprendi que é preciso organizar, planejar melhor o meu negócio. Estou mais atento para outros aspectos, como investimento em estoque e propaganda. Procurei reduzir custos e oferecer um preço melhor ao consumidor e estou otimista com um bom retorno”.

Lucinalva Isabel Jesoíno, dona de uma loja de R$ 1,99:

“O que falta aqui é segurança, as vendas vão bem. Tanto durante o dia como no período de Natal, quando abrimos até mais tarde, não vemos policiais circulando e isso nos deixa inseguros. Quanto ao comércio para nós não caiu o movimento. O que me preocupa é a falta de mão de obra qualificada, pois nosso setor atende diretamente o consumidor e é preciso pessoal adequado, o que está difícil encontrar. Emprego tem, o que falta é funcionário treinado para lidar com o público. Mas, no geral, espero um 2010 melhor ainda”.


Benedito Aparecido Gomes, produtor de mandioca no patrimônio Três Bocas:

“Nos últimos cinco anos os impostos estão engolindo a renda do produtor. O povo trabalha, mas os políticos têm que olhar mais pela população, especialmente a rural, que produz comida. Com um quilo de mandioca eu comprava dois litros de (óleo) diesel. Hoje eu tenho que vender quase dois quilos para comprar a mesma quantidade. Não consegui comprar um trator pelo programa “Mais Alimentos”, se quiser vou ter que fazer um financiamento particular. Sobe o custo com os insumos para plantar, sobe o preço da embalagem, a gente tem que investir em medidas de higiene, mas não pode subir o preço do alimento, porque não consegue vender. O que eu espero para 2010 é que os políticos trabalhem pela isenção de muitos impostos da nossa atividade, ou pelo menos que reduzam os mais pesados. Nossa renda não pode cair mais”.


Gilberto Ghilhen, comerciante na avenida Saul Elkind e no Centro:

“2009 teve como marca um pessimismo generalizado, além do excesso de chuvas e da gripe suína. Eu não reduzi as vendas, mas parei de crescer, o que também foi ruim. Mas, agora temos boas perspectivas, estou extremamente otimista com 2010, espero melhorar as vendas inclusive na filial que abri há dois anos no centro da Cidade. É preciso acreditar, não se pode ficar parado.”

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