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Ano 6 - Numero 89 - Novembro 2009

Jornal da ACIL
O Natal do Amor por Londrina

Confira a programação cultural

União

O Natal do Amor por Londrina

Uma mobilização inédita, que reúne mais de uma centena de parceiros de todos os perfis, constrói um natal que promete entrar para a história da Cidade

Erika Pelegrino
Especial para a ACIL

Meados de novembro, mais precisamente dia 18, eram 20h30 quando um anúncio faz com que todos parem seus afazeres. “Vamos ligar o anjo. Vocês serão os primeiros a ver.” Às luzes se apagam e surge o anjo todo luminoso tocando corneta. A sensação é de que o Natal tinha chegado. Pelo menos na fábrica de produção da decoração de Natal, onde dezenas de voluntários se reuniam imprimindo um ritmo acelerado e alegre nos últimos passos para a produção dos enfeites. Praticamente tudo feito com garrafa pet, arrecadadas por alunos das redes pública e particular de ensino e pela população em geral.

A coordenação do Natal do Amor é da empresária Kimiko Yoshii, entusiasta do trabalho voluntário, do resgate do significado espiritual do Natal e do valor da consciência ambiental. Foi a ela que coube a missão de sensibilizar a população a participar.

O coordenador da produção de enfeites, arquiteto Márcio Koga, conta que toda a parte de produção estava praticamente finalizada no dia 18 de novembro. Mais de 100 voluntários, além de funcionários contratados especificamente para esse trabalho, fizeram 36 velas nos tamanhos 0,70 cm, 1 metro e 1,30 metro; 50 arabescos; 20 anjos e 150 enfeites com flores que serão utilizados como bases das velas, dos postes e distribuídos por toda a praça.

Além dos inúmeros enfeites o grande foco da decoração do Natal do Amor é a árvore de Natal com mais de 40 metros de altura, no centro da praça. São 10 toneladas de estrutura de aço, com anéis a cada seis metros onde foram penduradas 96 mangueiras luminosas. Foram pendurados também seis cordões com enfeites de fibra: bolas e pingentes. No alto, fica a grande estrela iluminada.

No dia 23 de novembro, as oito estacas de 12 metros de profundidade foram perfuradas para fazer a fundação da árvore. No dia seguinte, as estacas foram preenchidas. Na sexta-feira, dia 27, os módulos foram levados para a praça para, no sábado, começarem a ser montados.

“Precisávamos de um ícone incontestável em termos de tamanho, mas principalmente de simbologia, com a ideia de ramificação do amor”, explica o presidente da ACIL, Marcelo Cassa. “Queremos trabalhar a ideia de que Londrina aos 75 anos resgata a cultura do espírito natalino e os valores humanos mais profundos. Temos certeza de que o desenvolvimento da Cidade de um modo geral é uma conseqüência natural desse processo”, acrescenta.

Desde o dia 30 de novembro, até 30 de dezembro, a praça é palco de uma intensa programação cultural, coordenada pela musicista Hylea Ferraz. São espetáculos de música, artes circenses, exposições, apresentações cênicas dos quatro cantos de Londrina. O número de artistas envolvidos é impressionante: 2 mil. Destes, a maioria é de crianças alunas de escolas municipais, cerca de 1.500. ONGs, igrejas e empresas também fazem parte da programação cultural. Confira a programação no destaque.

Bairros - Se a ideia é contagiar Londrina com o espírito natalino e a partir de 2010 a Cidade voltar à sua tradição de decoração natalina, resultados já apareceram. A Associação de Moradores da Vila Yara e do Jardim Castelo se uniram e também entraram na onda. Em meados de novembro começaram a arrecadar garrafas pet para decorar os bairros também.

Outros pontos dos bairros serão decorados com a ajuda de parceiros. Sonoco do Brasil vai decorar a Caixa D‘agua da empresa, com a ajuda dos funcionários. A passarela sobre a BR 369 será decorada pela Econorte. O Detran, também situado no bairro, vai decorar sua fachada. A escola municipal Carlos Kramer e a estadual João Sampaio farão oficinas com alunos e pais para decorarem as escolas.

Voluntários dedicam tempo e talento

Integrantes dos grupos Acrol e Cefas trabalham na fábrica do Natal do Amor: doação de tempo e esforço para tornar o Natal de Londrina ainda mais especial


Na fábrica de natal o ritmo foi intenso, especialmente, nos dias últimos que precederam o início da montagem na praça. A alegria era proporcional à quantidade de trabalho. Foram mais de 100 voluntários trabalhando. Todas as quartas-feiras à noite eles se reuniam na fábrica, localizada na avenida Maringá, e colocavam a mão na massa. Sempre muito entusiasmados e solidários.

Na quarta-feira do dia 18 de novembro, a reportagem do jornal da ACIL esteve no local para conferir como ia o trabalho e conversar com aquelas pessoas que estavam doando seu tempo e trabalho para que Londrina tenha um Natal decorado e iluminado.

Do grupo da Acrol - Associação Cultural Recreativa Okinawa, estavam com 20 pessoas. A Acrol esteve presente na fábrica de produção durante quase dois meses. “Acho maravilhoso estar aqui colaborando com a Cidade, a praça é de todos, e depois ver a praça pronta e saber que você fez parte disso é muito gratificante”, diz a dona de casa e professora de dança na entidade Takeko Dakujaku.

Ao lado um grupo novato. Eram 20 pessoas da Cefas, movimento da Igreja da Católica, que se integrou na reta final da produção, mas nem por isso colaborou menos. Ainda tinham muito a fazer e a montagem da decoração na praça Tomie Nakagawa ainda estava para começar.

O grupo já tinha experiência com voluntariado em diversas ações que promovem, mas o artesanato era novidade para alguns. A falta de contato com este tipo de produção não inibiu o engenheiro agrônomo Antônio Carlos Gerage. “Estamos dando nossa contribuição, aqui. Apesar de não ter habilidade com artesanato vou tentando e estou pegando o jeito”, brinca.


Gincana arrecada 27 mil garrafas

A Abrasel Londrina, entidade que reúne empresas e restaurantes da Cidade, idealizou e foi principal responsável por uma gincana que envolveu várias escolas municipais cujo objetivo era arrecadas garrafas pet. “A princípio o tempo parecia curto, mas decidimos arriscar”, diz Arnaldo Falanca, presidente da entidade. As escolas que mais arrecadassem garrafas pet levariam os alunos para visitar a Feira Mãos e Arte que reunia artesanato de várias partes do mundo. Ao todo, foram arrecadadas 27 mil garrafas pet. “O que chamou a atenção foi a participação das escolas da periferia, que foram as que mais se empenharam”, ressalta Falanca.

A oportunidade foi única. Falanca destaca que além de um incentivo a mais para as escolas fazerem a gincana, os professores poderiam trabalhar temas como religiões, história, geografia, já que a feira tinha estandes de vários países. As crianças lancharam, conheceram os estandes e contagiaram inclusive os comerciantes que entraram na festa da criançada. O lanche foi oferecido pelos associados da Abrasel.

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