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Ano 6 - Numero 87 - Setembro 2009

Jornal da ACIL
Pesquisa e Análise

Vida X Trabalho preocupa um quarto dos brasileiros

No inicio deste ano foi realizada uma pesquisa em 50 países e o estudo mostrou que o equilíbrio entre trabalho e vida pessoal é a primeira ou segunda preocupação de 25% dos brasileiros. O índice coloca o Brasil como terceiro no ranking mundial, atrás apenas da Indonésia e China.

Quando o assunto é estabilidade no emprego, os chilenos são os mais receosos (44%), seguidos por colombianos e mexicanos (41%). No Brasil, o índice é de 35%. No quesito saúde, os latinoamericanos mais preocupados são os brasileiros (16%) e chilenos (15%).

A preocupação com a educação e/ou sustento dos filhos foi apontada como fator de primeira ou segunda maior preocupação dos brasileiros. Segundo a análise, a questão do ensino dos filhos é motivo de inquietação para 19% dos consumidores do País, índice pouco maior que a média da região (17%).

A instabilidade econômica que vem desde meados do segundo semestre de 2008 parece não deixar os brasileiros muito assustados. Apenas 23% dos brasileiros de mostraram preocupados com o tema, número inferior ao da região, que teve média de 26%. Os latinoamericanos mais preocupados nesse sentido são os colombianos, com 34%. Os menos preocupados são os chilenos, com 18%.

Classe C reduz supérfluos

Desde janeiro, o desemprego encontra-se em alta, e ele talvez seja o fator que mais influencia a forma como as pessoas gastam o seu dinheiro. Ocorre que o enfraquecimento da atividade econômica não afeta apenas quem perde o emprego. Boa parte das pessoas que permanecem empregadas também reage à situação, consumindo menos ou alterando hábitos de prioridades de compra.

Uma das primeiras mudanças de hábito do consumidor é o corte de produtos supérfluos. Portanto, tende a sofrer menos quem compra produtos e serviços de bens considerados essenciais, como alimentos, remédios, artigos de higiene pessoal e de limpeza doméstica. Não é estranho perceber que o segmento de supermercados e hipermercados seja um dos líderes de crescimento em 2009.

Mas é importante ressaltar que um produto considerado supérfluo por uma pessoa pode ser essencial para outra. Um consumidor de classe média pode até adiar uma viagem em razão da crise, mas só em último caso altera a cesta de alimentos e produtos de higiene pessoal. Para a classe baixa, que teve acesso a certos produtos recentemente, bens como iogurte ou condicionador de cabelo podem ser considerados supérfluos e deixados de ser consumidos.

Para onde vai o dinheiro das pessoas que pertencem à classe C:
• 22% em estabelecimentos comerciais (supermercados, mercearia, farmácias – medicamentos e outros produtos);
• 11% transporte (transporte coletivo, combustível, pedágio);
• 10% alimentação (padaria, bar, lanchonete, açougue, feira e restaurante);
• 8% entretenimento (passeios, festas, presentes, brinquedos, Internet, loteria, etc.);
• 7% serviços básicos (luz, telefone, água, gás, condomínio);
• 8% casa (aluguel, IPTU, financiamento, eletrodoméstico, decoração, material de limpeza, utensílios);
• 7% despesas pessoais (vestuário, acessórios, cosméticos, celular, salão);
• 5% educação (escola, cursos profissionalizantes, ensino superior);
• 2% seguro (domiciliar, de vida e de veículo);
• 20% outros (pagamento de dívidas, empréstimo, mesada, ajuda a parentes e amigos e pet shop).

Quanto mais as empresas focam neste público, mais sentem necessidade de conhecer a fundo esses consumidores. Mesmo dentro desta classe há os planejadores e consumistas, cada um tem as suas particularidades de consumo e os percentuais em cada área colocada anteriormente são modificados.

Classe C reduz supérfluos

Classe C reduz supérfluos

Na cidade de Londrina foi realizada uma pesquisa que identificou 35,3% de famílias que pertenciam à classe C (Retrato Londrina 2007) – mas esta classificação foi desdobrada em classe C1 (de R$ 1.090,00 a R$ 1.786,00) e C2 (de R$ 717,00 a R$ 1.089,00) pela ABEP em 2008. No Brasil esta classe compreende 45,7% da população.

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