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Ano 6 - Numero 87 - Setembro 2009

Pesquisa e Análise
Para desvendar o mercado
Parceria da ACIL com a empresa JGV, que atua há 20 anos no mercado, disponibilizará às empresas de Londrina ferramentas para tomadas de decisão
A ACIL e a empresa JGV Pesquisa de Mercado e Opinião firmaram parceira para disponibilizar aos associados da entidade um conjunto de dados e análises de comportamento do consumidor e desempenho de segmentos. Com 20 anos de existência a empresa trabalha diretamente com um dos insumos mais preciosos da economia atual, a informação. Com base nele, chega-se a conclusões importantes sobre o consumidor e o mercado.
“Através da parceria, os associados poderão ter acesso a estas ferramentas para auxiliar no dia-a-dia os dados que possuem em suas empresas, ou buscar esses números para não tomarem ações baseadas apenas em achômetros, mas sim decidirem com a experiência que possuem, baseando se em dados”, explica Flávia Gonçalves Patroni, diretora da JGV.
Ela afirma que muitas empresas possuem banco de dados dos clientes, mas não conseguem gerenciar as informações para aproveitá-las na melhoria dos resultados. E isso ocorre com clientes internos e externos. A ACIL possui vários dados complementares que podem ser aproveitados para orientar as empresas em muitos momentos de decisão.
Para os empresários, acrescenta Flávia, a parceria servirá para mostrar como é diferente tomar alguma iniciativa importante quando se tem números e análises de comportamento. “Hoje, e a cada dia mais, as empresas que obtêm mais sucesso são as empresas que coletam e administram os dados disponíveis, ou vão atrás das informações que necessitam para a tomada de decisão.”
O vice-presidente da ACIL, Nivaldo Benvenho, afirma que o aumento da competitividade numa economia como a do Brasil exige margens cada vez menores de erro. “Não podemos prescindir de informações confiáveis, muito menos de termos condições de interpretá-las e usá-las na hora e da forma certa”, argumenta o empresário.
Estudo traça perfil de quem compra em farmácias
O estudo que levou em conta dez categorias da cesta de produtos adquiridos em farmácias (sabonete, creme dental, xampu, pós-xampu, escova dental, desodorante, protetor solar/bronzeador, tintura para cabelos, absorvente e creme para a pele) fez as seguintes constatações:
• 72% dos shoppers (decisores de compra) são de nível socioeconômico alto e médio (classes A, B e C). Destaque também para as classes D+E, que gastaram 22% com a compra desses itens neste tipo de estabelecimento em 2009, 2% a mais que em 2008;
• 40% são monoparentais (família constituída em torno só da mãe ou só do pai, separados, com ou sem novo cônjuge) ou independentes (lares de casais sem filhos, ou adultos que moram sozinhos). O gasto de casais com filhos adultos (entre 18 e 29 anos) representa 15% dos gastos neste canal, crescimento de dois pontos porcentuais em relação a 2008;
Apesar de os compradores conscientes ainda representarem a maior camada da população brasileira e também serem os que mais compram estes produtos em farmácias (equivalem a 38% de todo o gasto neste tipo de estabelecimento), os shoppers de estilo de vida Maduro Bem Sucedido são responsáveis por 16% dos gastos.
Considerando as dez categorias de Higiene e Beleza analisadas, os
shoppers da Farmácia têm as seguintes características:
• Representam 58% dos brasileiros (cerca de 21 milhões de lares compradores);
• Vão ao ponto de venda cerca de 5 vezes ao ano;
• Gastam aproximadamente R$ 11 a cada compra;
• 32% compram em promoção;
• 32% efetuam apenas 1 compra nesse canal em 12 meses;
• 63% dos pagamentos são realizados com cartões (47% de crédito);
• 28% das compras são concentradas no domingo e na segundafeira.
Quando verificamos comportamento de compra na cidade de Londrina podemos afirmar que (Retrato Londrina 2007):
• Decisor na compra de supermercado/farmácias – 61,5% mulheres;
• Decisor de compra de veículos/imóveis – 64,4% homens;
• Decisor de compra de eletro-eletrônicos – 56,0% mulheres;
• Decisor de compra de jornal/revista/telefone – não há diferenciação.
