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Ano 5 - Numero 83 - Maio 2009

Transporte Aéreo
A Trip vai além
Companhia aérea vai operar novas rotas em Londrina, aproximando a Cidade de centros como Rio de Janeiro e Manaus e dos mercados do Sudeste, Nordeste e Norte do País. Ampliação das atividades da Trip traz mais benefícios do que a presença da Azul, que anunciou que viria a Londrina e depois mudou de idéia
Ainda na primeira quinzena de junho, a Trip Linhas Aéreas espera iniciar a operação de dois novos vôos no Aeroporto de Londrina. Os pedidos de autorização já foram encaminhados à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) como manda o protocolo. A boa notícia ofuscou outra ruim – a empresa aérea Azul, que havia anunciado que iria operar em Londrina, mudou0020sua decisão e optou por Maringá.
“A gente vai completar dez anos de Londrina. É uma das cidades mais importantes de atuação da companhia. Entendemos como local estratégico, com economia pujante e empresariado forte. Precisamos de Londrina e vamos conseguir contribuir para a Cidade neste sentido de desenvolvimento regional e quiçá internacional”, esclareceu Evaristo Mascarenhas de Paula, diretor de vendas e marketing da Trip Linhas Aéreas. Ele veio a Londrina reafirmar o compromisso da companhia com a Cidade e anunciar a expansão, em encontro com prefeito Barbosa Neto e empresários.
A Trip Linhas Aéreas opera em 67 cidades e vai chegar a 73 destinos a partir em junho. Com as novas rotas, irá ampliar também pontos de conexão que passam de 12 para 20 em todo o País. As novidades para Londrina são o voo da manhã que sai do Aeroporto Santos Dumont (Rio-Curitiba-Londrina-Cuiabá-Manaus) e o da noite – Porto Alegre-Foz do Iguaçu-Londrina-Rio.
“Viemos para consolidar e oferecer algo diferente. Dá para entender a necessidade da cidade com essas linhas. Esperamos que o empresariado prestigie a iniciativa da companhia”, completa. Ele não adiantou valores de tarifas.
Boa vontade para que os novos vôos tenham vida longa não falta. O Instituto de Desenvolvimento de Londrina, Infraero, Londrina Convention & Visitors Bureau e ACIL se comprometeram a um trabalho conjunto para atualização de uma pesquisa que mede fluxo, destinos e sazonalidade. O trabalho servirá para nortear a operacionalização. O objetivo é saber claramente o que o usuário do aeroporto local deseja e espera.
Segundo o diretor de marketing da Trip Linhas Aéreas, a empresa vai operar em Londrina com três modelos de aeronaves. “Procuramos oferecer o avião correto para o destino e a demanda corretos. E é isso que permite à TRIP essa perenidade”, argumenta. Londrina será atendida pelo novo jato da Embraer, o Embraer 175, com 86 lugares. A Trip também oferece voos com turbo-hélices ATR de fabricação francesa para 68 e 45 passageiros.
Para o empresário Marcelo Cassa, presidente de ACIL, além de utilizar os voos, o apoio que a classe empresarial pode dar neste momento é divulgar a importância da conquista, já que o acesso a voos diretos é essencial ao desenvolvimento do município. “Se desenvolvimento é acesso, estamos abrindo novas possibilidades com as rotas oferecidas pela Trip”, disse.
Na avaliação de Cassa, o anúncio da ampliação das atividades da Trip em Londrina representa um salto do que se teria com a vinda da Azul. Isso porque a Trip opera nos aeroportos mais estratégicos do País e oferece voos para Congonhas, por exemplo, que é o terminal fundamental para quem tem negócios na capital paulista. A Azul, por sua vez, só opera em Campinas, o que vai exigir um grande deslocamento, feito de ônibus. “A agilidade exigida por quem viaja para São Paulo a negócios pode ficar comprometida nesse cenário”, afirma Cassa.
A ACIL atuou diretamente junto às duas empresas aéreas pela ampliação do número de voos em Londrina. Para a entidade, sempre que há oportunidade de ampliar o transporte aéreo, é preciso trabalhar para que essa melhoria seja concretizada. “Não há dúvida que a Azul era interessante para Londrina, tanto que mantivemos contato direto com a empresa, mas o resultado final foi extremamente favorável para a Cidade”, analisa o presidente da ACIL.
Quanto à tarifa, Cassa acredita que a empresa irá buscar posicionamento no mercado de acordo com a concorrência e que a tendência é de redução de preços. “A questão aeroportuária é estratégica para o desenvolvimento, apesar de toda a tecnologia disponível. A questão presencial é importante para Londrina consolidar essa posição de pólo regional de desenvolvimento”, completa.
O presidente do Instituto de Desenvolvimento de Londrina (Codel), Mauro Viecili, acredita que as novas rotas da Trip para Londrina são um reconhecimento do município como pólo regional de desenvolvimento e abrem novas fronteiras para os negócios tanto para que os empresários locais busquem outros destinos como empresários de fora venham para Londrina. A abertura, principalmente com o aeroporto Santos Dumont no Rio de Janeiro, coloca o município mais próximo de Minas Gerais e do Nordeste do País, lembra Viecili.
“A questão do desenvolvimento está focada e a porta de entrada do aeroporto é também a entrada de oportunidades e saídas de negócios que temos lá fora. Os novos vôos abrem a integração de Londrina com outros centros e começa a suprir essa carência”, completa.
Pista ampliada – Além de mais voos, a atual administração está empenhada também em dar mais agilidade a processos que dizem respeito à melhoria de infraestrutura do aeroporto local como ampliação da pista e instalação do ILS, equipamento que auxilia principalmente pousos em situações de baixa visibilidade.
A Prefeitura já encaminhou à União os documentos necessários para a transferência de área do município para que a Infraero possa aumentar a pista atual em 300 metros. “Devemos nas próximas semanas assinar este documento que passa a escritura para a União. Isto vai possibilitar a Infraero aumentar a pista ainda este ano”, antecipa o prefeito Barbosa Neto.
Segundo o gerente regional da Infraero em Londrina, Marcus Vinicius Rezende Pio, ainda não existe projeto nem orçamento para a obra. “Só é possível começar a tratar do assunto quando a doação da área estiver concretizada.” Mas ele acredita que deverá haver dificuldades. “É de interesse da Infraero e do município”, justifica. Com a ampliação a pista passaria dos atuais 2,1 mil metros para 2,4 mil metros.
Com relação ao ILS (Instrument Landing System) a dificuldade é maior. O equipamento que auxilia em pousos e decolagens em condições ruins de visibilidade, considerado essencial para melhorar a performance do aeroporto local, é reinvidicação antiga mas tem esbarrado em impedimentos que incluem a caixa d‘água da antiga Carambeí, disputas jurídicas sobre o terreno e ainda trâmites burocráticos.
O prefeito Barbosa Neto garante que o ILS sai este ano e que está em negociação amigável com o grupo Massa, dono da área da antiga Carambeí.

