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Ano 5 - Numero 82 - Abril 2009

Jornal da ACIL
Oferta menor que demanda serve de estímulo para produção de madeira

Área de reflorestamento de pinus em Telêmaco Borba: boas perspectivas

Poupança Verde

Oferta menor que demanda serve de estímulo para produção de madeira

Investimento é alto, mas retorno é garantido. Afinal, segundo especialistas, a demanda estimada é de 188 milhões de metros cúbicos de madeira e a oferta é de 152 milhões

Pensar em floresta é pensar a longo prazo e por isso mesmo é um bom negócio. O investimento é alto, mas o retorno de cada real investido é certo. Palavras de especialista, o engenheiro agrônomo Pedro Frâncio Filho, acostumado a prestar consultoria a grandes empresas da área.

O potencial desse mercado pode ser medido mesmo em tempos de crise. Segundo o engenheiro, até 2011, as grandes corporações do setor planejam investir R$ 11 bilhões na produção. E até 2015, serão mais R$ 10 bilhões.

“Para florestas sempre haverá demanda”, ressaltou Pedro Frâncio Filho. Estatísticas mostram que a oferta de madeira de pinus e eucalipto – as variedades mais comuns das florestas comerciais – não acompanha o crescimento da demanda.

Nos próximos dez anos, o consumo de madeira na fabricação de móveis deve crescer 66,3% mas a quantidade para corte crescerá apenas 23,5%. A demanda estimada é de 188 milhões de metros cúbicos e oferta, 152 milhões de metros cúbicos.

O engenheiro agrônomo reforçou que o Brasil tem o maior potencial produtivo de florestas do planeta. “Estamos na melhor região do Brasil e consequentemente a melhor do mundo”, disse. Mesmo com tanto potencial o Brasil ainda importa produtos florestais da Argentina e Uruguai. “É uma vergonha exportarmos uma tora para recebermos de volta um lápis carimbado made in China. Temos que aproveitar as oportunidades e agregar valor”, completou.

Para entrar no mercado o agricultor precisa estar atento ao melhor modelo para sua propriedade. A escolha de mudas de qualidade aliada à tecnologia de implantação resultará em florestas homogêneas e boa produtividade. Tudo com planejamento.

Além disso, segundo o especialista, integrar produção de madeira com outra atividade agropecuária implica em adotar um sistema de gestão na propriedade, sempre baseado no tripé ambientalmente correto, socialmente justo e economicamente viável. “A partir dessa gestão o produtor passa a ter mais oportunidades”, explicou.

A madeira é o segundo produto na pauta de exportações do Paraná, perdendo apenas para soja. A cadeia produtiva gera em torno de 300 mil postos de trabalho.

Os números e oportunidades do mercado madeira e a integração do cultivo de florestas com lavoura e pastagens foram assunto de palestra na agenda técnica da Expolondrina 2009, realizada de 2 a 12 de abril, no Parque Ney Braga. O encontro promovido pelo Sindicato Rural Patronal, Federação da Agricultura do Estado do Paraná e Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) teve apoio da Sociedade Rural do Paraná.

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