Home / Jornal Impresso da ACIL / Ano 5 - Numero 81 - Março 2009 / Fórum elege trânsito para diagnóstico

Ano 5 - Numero 81 - Março 2009

Jornal da ACIL
Fórum elege trânsito para diagnóstico

Operação da PM na Área Central: presença policial coíbe excessos e infrações

Especial

Fórum elege trânsito para diagnóstico

Érika Pelegrino
Especial para a ACIL

Problemas, causas e soluções de uma das faces perversas da violência: a que ocorre no trânsito. O Fórum Desenvolve Londrina, composto por entidades e pessoas de diversos segmentos da sociedade, escolheu este tema para diagnosticar em 2009. O objetivo do Fórum é “aglutinar a sociedade organizada e mobilizar a comunidade para o desenvolvimento sustentável de Londrina e região, por meio de atividade permanente de prospecção de futuro e planejamento estratégico, independente de política partidária”.

Expresso em números, o problema do trânsito, ou as conseqüências dos mais diversos problemas do trânsito em Londrina são uma média de 6.000 a 6.500 acidentes todos os anos. De acordo com dados da Companhia de Trânsito da Polícia Militar (Ciatran), em 2008 foram 6.190 acidentes.

O número de óbitos diminuiu em relação a 2007. Foram 79 em 2007 e 65, em 2008. Mas isto não minimiza o problema da violência no trânsito. O número de acidentes de um ano para o outro aumentou de 5.896 para os 6.190 Fórum elege trânsito para diagnóstico e o de feridos subiu de 2.981, em 2007 para 3.216, no ano passado.

O presidente do Fórum, Antônio Caetano de Paula, que é presidente da Associação Médica de Londrina (AML) explica que o objetivo é identificar o problema, as causas e apontar soluções para que os órgãos competentes executem as mudanças necessárias. Ele explica que serão realizadas diversas ações para fazer os levantamentos o trânsito em Londrina. Já foram realizadas duas palestras, uma com o secretário de Obras e presidente do Instituto de Pesquisa e Planejamento de Londrina (Ippul), Junker de Assis Grassiotto e a gerente de trânsito do Ippul, Cristiane Biazono Dutra. A segunda com Sérgio Dalben, diretor de trânsito da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU).

Grassioto e Dutra apontam que o grande desafio de Londrina para buscar soluções para o trânsito da cidade é pensá-la como uma metrópole e não como uma cidade do interior. Os pontos cruciais são a avenida Maringá, duplicação da PR 445, no trecho de Cambe; melhorar a ciruclação de todo o perímetro urbano; pensar na extensão da avenida Saul Elkind, nos anéis do Emprego e no de Integração, nos acessos à Arapongas e à Assai/São Sebastião da Amoreira

Estes são apenas alguns pontos cruciais, assim como os viadutos do Jardim dequech (zona sul) e da avenida Brasília (centro), levantados por Grassioto. Dutra salientou na palestra que na avenida JK com a Higienópolis está um dos graves problemas do trânsito da cidade. Por lá, segundo ela, passou diariamente 75 mil veículos a cidade tem 1 carro para cada 2,1 habitantes.

São 250 mil carros registrados e 800 novos que entram no trânsito da cidade por ano. Grassioto afirmou que é preciso priorizar o transporte coletivo e esta será a meta do Ippul.

A insegurança define destinos

Camila Rabaneda é empresária do setor de turismo em Londrina e personifica o que muitos londrinenses, e brasileiros, vivem rotineiramente.

Diante do aumento de assaltos na região em que estava instalada há alguns anos, ela decidiu mudar de endereço. Algo aparentemente simples. Mas que mostra que o problema da violência comanda a vida de muitos e define seus rumos.

A insegurança define destinos

Camila Rabaneda: “Já tinha uma clientela, todos estavam acostumados conosco naquele endereço”

Ela conta que depois de ver vizinhos seus serem assaltados, um deles três vezes e de ela mesma reforçar a segurança de seu estabelecimento comercial, achou que era mais prudente procurar um prédio mais seguro. Mudou-se para uma sobreloja. A atitude foi cara para a empresária, mas não apenas com os gastos da mudança, que estavam previstos para o momento. “Já tinha uma clientela, todos estavam acostumados conosco naquele endereço. Uma mudança é sempre complicada”, afirma Rabaneda.

Diante do medo que passou a rondar a rotina da empresária, a solução foi enfrentar estas outras dificuldades impostas com a mudança de endereço. “Havia muitos assaltos também a clientes, quando estavam entrando no carro. Isto era comum no antigo local em que estávamos”, conta.

Outras edições do jornal