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Ano 5 - Numero 79 - Janeiro 2009

Especial Política
Atendimento e convergência, são as armas da Sercomtel
Mário Jorge de Oliveira Tavares assumiu a presidência interina da Sercomtel S/A com o desafio de manter a empresa competitiva e buscar alternativas de crescimento. E este desafio é grande no mercado atual. Ele afirma que a Sercomtel é uma das mais importantes empresas de Londrina, gera centenas de empregos diretos e indiretos e tem uma das maiores arrecadações de ICMS do Paraná.
“Por outro lado, em seu ramo de atividade, é a menor operadora do País, disputando o mercado com gigantes do setor. Só em Londrina são cinco operadoras oferecendo telefonia celular e pelo menos quatro grandes oferecendo telefonia fixa.”
Sem condições de competir com estas operadoras “em termos de propaganda e aparelhos gratuitos”, Tavares aposta no atendimento. “Temos uma coisa que os outros não têm: o atendimento diferenciado. Se o nosso cliente tiver um problema, ele sabe aonde vir, pessoalmente”, afirma. “Em uma empresa grande, ele vai aonde?”
Tavares afirma que esta é uma das vantagens de a Sercomtel ser pequena. “Temos agilidade necessária para nos organizarmos e fazermos adequações quando preciso. Então, nosso foco será melhorar cada vez mais nosso atendimento, tanto nas lojas como no Call Center, para que o cliente não seja só um cliente, mas um fã da Sercomtel.”
Apesar do tamanho, diz o presidente, a Sercomtel é hoje a melhor operadora do País. “Tanto que está há meses seguidos em primeiro lugar no ranking das empresas com menor número de reclamações por porcentagem de clientes junto à Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações).”
Em termos de tecnologia, o diretor-presidente afirma que a empresa londrinense está no mesmo nível das demais operadoras de âmbito nacional e internacional. “A Sercomtel Celular ativou em dezembro sua rede de terceira geração, a 3.5G, considerada a mais moderna tecnologia e a mais utilizada em países avançados”, afirma. “Na telefonia fixa, deve colocar em operação comercial, a partir de fevereiro, a rede NGN (sigla em inglês para redes de próxima geração), que agrega inovações na arquitetura da rede visando primordialmente a comunicação de dados em contraposição à rede telefônica atual TDM, que foi projetada para comunicação de voz.”
No âmbito da Internet os equipamentos foram atualizados, a empresa é uma das poucas operadoras que já oferecem serviços “quadruplay”, com pacotes que incluem telefonia fixa, internet banda larga, telefonia móvel, banda larga móvel (3.5G) e TV por assinatura.
Tavares ressalta, no entanto, que são necessárias muitas mudanças. “Ainda tem muita coisa que pode ser melhorada, como o aproveitamento das plataformas usadas nas telefonias fixa e celular no provimento de serviços convergentes e o aprimoramento dos serviços prestados por empresas terceirizadas no Call Center e lojas da Sercomtel.”
O diretor-presidente da empresa também tem planos para os funcionários. “Em relação ao quadro de pessoal, é interessante que haja uma reciclagem periódica. Queremos também absorver do mercado profissionais novos, para haver oxigenação do quadro, mas isso demanda um tempo considerável, difícil de ser implementado em nossa gestão, que será curta.”
Para temas polêmicos, como venda da Sercomtel, Tavares tem posicionamentos contundentes. “Sou totalmente contra a venda e o prefeito José Roque Neto também”, afirma. Segundo ele, com a convergência tecnológica é possível oferecer, como a Sercomtel já hoje, serviços de telefonia fixa, móvel, internet banda larga e TV por assinatura em pacotes promocionais, como os planos Box e Box TV e outros em estudo. “Isso não seria viável sem ação a integrada das empresas.”
Até aceitar a indicação para o cargo de presidente da empresa, Tavares presidiu o Conselho de Usuários da Sercomtel como representante da ACIL.
PERFIL
Mário Jorge de Oliveira Tavares, 61 anos
Funcionário da Sercomtel entre 1970 e 2005
Administrador de Empresas e especialista em Telecomunicações, Marketing Interno, Recursos Humanos e Gerência Empresarial
Ex-conselheiro da Adetec - Associação de Desenvolvimento Tecnológico de Londrina e Região
Ex-integrante da diretoria da Associação Brasileira de Prestadoras de Serviço Telefônico Fixo Comutado - Abrafix
Representante da ACIL no Conselho de Usuários da Sercomtel
Autor do livro “Sercomtel Marca de Pioneirismo”
Na prioriza
Paulo Renato Mattiuz de Carvalho assumiu a presidência da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) com a meta de reformular a sistemática de trabalho dando ênfase ao acompanhamento diário dos serviços prestados pelas empresas terceirizadas; mudar a imagem do órgão e ainda implementar programas que considera essenciais para a Cidade. Mas para isto tem que vencer uma série de obstáculos: falta de pessoal, de equipamentos, de veículos; e ainda sensibilizar tanto os funcionários quanto as empresas terceirizadas para o novo perfil de atuação que quer implantar.
O alvo das mudanças é a Diretoria de Operações, responsável por serviços-chave da Cidade e que são objeto de muitas reclamações da população, principalmente limpeza do Calçadão, capina e roçagem de terrenos públicos e particulares, coleta domiciliar e seletiva, aterro sanitário. Carvalho afirma que a nova tônica da Companhia tem que ser a qualidade e a agilidade na prestação dos serviços.
Para isto, a CMTU passa a dar ênfase na fiscalização e acompanhamento dos serviços prestados pelas empresas terceirizadas. A diretoria de Operações passa a ter cinco coordenadorias, cada uma responsável por uma quantidade específica de contratos. “Antes todos os contratos ficavam apenas com duas coordenadorias – de coleta seletiva e de limpeza pública”, afirma Carvalho. “Para mudarmos a Cidade e garantir tanto a prestação do serviço quanto a sua qualidade, vamos colocar pessoal acompanhando diariamente estes serviços.”
Hoje Londrina tem sete contratos com cinco empresas terceirizadas: Visatec (capina e roçagem dos terrenos públicos, limpeza dos lagos e transporte de coleta seletiva); Sinatraf (sinalização viária); Qualix (coleta de lixo); Ecossistem (varrição de ruas e manutenção de ruas) e Paviservice (manutenção e operação do aterro sanitário).
Na nova estratégia de atuação da CMTU, segundo Carvalho, a Diretoria de Operações passa a contar com coordenadorias que se responsabilizaram por no máximo dois contratos.

